Concurso

A professora Valdineide participou do concurso. Não foi premiada, mas, valeu pela experiência de escrever sobre o que fez em 2015 na escola e comunidade onde vive.

PLANEJAMENTO

Contextualização/História

Escola Estadual João da Trindade Sobrinho de Água Limpa/Chalé-MG está inserida na comunidade de Água Limpa/Chalé-MG. Fica localizada entre as montanhas verdejantes, ao lado do campo de futebol e da Igreja católica e entre poucas casas residenciais uma aqui outra ali. Uma comunidade escolar, portanto pequena, da Zona Rural, localizada num Córrego do município de Chalé, com poucos habitantes, em torno de umas 30 famílias que participam da comunidade escolar. Segundo o IBGE (2010) a população de Chalé é 5.645hab. Água Limpa é um córrego do município de Chalé e portanto com uma população inferior a 1000 pessoas.

As instalações da escola são simples, mas bem cuidada. São quatro salas de aulas, com capacidade para 25 alunos cada, uma diretoria, uma biblioteca – com os livros e computadores, uma sala para direção e supervisão, uma cantina, e um refeitório. O refeitório possui duas mesas grandes com bancos onde os alunos fazem as refeições. No andar de cima da escola tem um salão enorme de propriedade do Conselho Comunitário de Água Limpa que tem por objetivo a realização de festas e encontros sociais da pequena comunidade, inclusive algumas festividades da escola. Ao lado do salão comunitário tem um memorial da “Família Ambrósio” que contem vários objetos, fotos antigas para contar a história de uma família predominante neste povoado a partir de 1891. 
A escola por estar inserida numa comunidade rural com poucos habitantes, o número de crianças também é reduzido. Este fato já levou a Secretaria de Estado da Educação por diversas vezes iniciar processo de fechamento da escola. A comunidade com histórico de luta e unidade resistiu a estes intentos. Nada justifica tirar 50, 60 ou 70 crianças de seu habitat e levá-las para outra escola enfrentando estradas de péssimo estado de conservação, conduções nem sempre com manutenção em dia, e colocá-las em risco. Fechar uma escola, que já possui uma história de mais de 70 anos, seria um contra senso. A escola continua para a felicidade de todos.

O começo do projeto


A escola possui limitações para realização de um trabalho de qualidade, pois um trabalho cujo embasamento é a pedagogia de projetos requer a busca por parcerias e parceiros fora da escola. Foi o que fiz. O número de alunos da escola é de 70 alunos, do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, onde atuo como professora. Os pais participam da vida escolar de seus filhos desde a sua matrícula, no acompanhamento das tarefas de casa, no comparecimento às reuniões de pais e mestres, na culminância dos diversos projetos pedagógicos que a escola desenvolve ao longo do ano.
O trabalho foi desenvolvido em setembro, e outubro de 2014 com culminância em novembro do
mesmo ano nas turma do 6º, 7º, 8º, 9º ano. Foi um trabalho cujo tema foi sobre o Meio Ambiente e com foco nos problemas gerados pela produção de lixo, onde são jogados e como são recolhidos e para onde vão. Outro problema levantado oi sobre as nascentes de água que abastecem a comunidade e a escola. Como são tratadas? Há interesse em preservá-las? Foi um trabalho que contei com a participação dos demais professores de modo interdisciplinar. Ao final os alunos apresentaram uma paródia sob a minha coordenação eram 40 alunos.
Os demais professores, cada um na sua área, explorou o assunto, bem como as dúvidas temporárias e certezas provisórias de cada aluno quando foi disparado o projeto. O objetivo foi ensinar a partir das dúvidas que os alunos apresentassem naquele momento. Então foi levantado os problemas e as seguintes perguntas a serem respondidas: como é tratado o lixo que é produzido em nossas casas e em nossa escola? Á água tem sido suficiente para abastecimento de nossas casas e da escola? A água é tratada? A minha inquietação de professora de geografia é que os alunos:

1. tomem consciência do espaço geográfico onde moram. Como este espaço é utilizado, e como
eles percebem a relação do homem com o meio ambiente.
2. mudem algumas atitudes como jogar o lixo no lugar certo e o de bem aproveitar a água e sem
desperdício.
3. saibam registrar por fotos e escrevam tudo que pesquisarem e observarem in loco.
4. sintetizem o que aprenderam com este projeto - finalizando o portfólio.
A partir destas perguntas e inquietações façam um levantamento de sugestões de ações a serem realizadas pelos alunos e professores das turmas envolvidas. 

Professora de português: confeccionar as perguntas para as entrevistas às pessoas da comunidade. Como fazer o compilado das respostas e por fim fazer uma redação depois de cada visita in loco (das nascentes e dos locais não apropriados e onde estão depositando lixo).

Professora de artes e ciências: tirar as fotos e montar os murais e portfólios com os resultados de cada ação prevista no projeto. Visitas às nascentes de água e observar, registrar os locais que são contaminados por lixos jogados de qualquer maneira.

Professora de geografia: fazer um ofício aos vereadores e prefeito do município de Chalé, reivindicando um caminhão para a coleta do lixo. Depois de várias visitas, pesquisa de campo, recolha de lixo no entorno da escola e do campo de futebol vimos que era necessário um caminhão para buscar o lixo produzido na comunidade e levassem o lixo para o aterro sanitário da cidade de Chalé-MG.
A solução que a comunidade encaminhou-me e levei às autoridades participando das reuniões de vereadores e, portando, os resultados deste projeto. E conseguimos para a comunidade o caminhão para recolher o lixo pela primeira vez. Coube ainda à escola confeccionar folder para a conscientização dos horários do caminhão para que todos coloquem o lixo no horário certo evitando assim o derrame de lixo sobre o solo, contaminando o ar e a água também.

Organização da prática pedagógica

A proposta de desenvolver um projeto em educação ambiental partiu de inquietações relacionadas às minhas experiências anteriores. Em 2008, ouvindo as homilias do padre Antônio José, conhecido por padre Toninho quando esteve morando na paróquia de Chalé. Também participando das atividades do Programa Semeando, coordenado pela professora Sílvia, na escola PECON de Chalé me sensibilizei por este assunto de vital importância para o cuidado com o nosso planeta. Alguns questionamentos continuaram em minha trajetória profissional e hoje abraço a causa não só nas aulas como também nas comunidades por onde passo para ministrar as aulas de geografia. A partir desta constatação, deixei-me impregnar pela ideia de que já não basta avaliar os danos e os riscos dos problemas ambientais, devemos agir e ir para além da análise e da reflexão, trata-se de assumir plenamente a vontade de agir, indo além da apresentação da utopia necessária, a fim de que seja obtido o mínimo de eficácia.
Na escola e na comunidade constatou-se grande quantidade de lixos jogados ao léu. Os alunos sentiram-se motivados e partimos para recolher todo o lixo que encontramos. Ao final desta primeira ação motivadora foram necessários vários caminhões para retirar todo o lixo. E assim foi executando o projeto e a distribuição das tarefas se consolidando nas ações de cada professor e dos alunos num prazo de dois meses. Os materiais que gastamos foram oferecidos pela escola:

TNT para confeccionar um avental para cada aluno e professor nas tarefas extraclasse. Os computadores para pesquisa na Internet, para confeccionar os folder e relatórios. E outros.

ETAPAS DO PROJETO - em anexo

Objetivos
1. Valorizar iniciativas como esta para proteção do meio ambiente pelos parceiros e sujeitos
envolvidos; ·
2. Trabalhar os temas contidos Agenda 21 na prática; 
3. Socializar os saberes de cada um promovendo debates e relatos de experiências de vida de cada um e como os alunos das escolas e adultos relaciona-se com o meio onde vivem; ·
4. Apropriar-se da linguagem e ideias que são próprias do estudo sobre Ecologia como: nicho ecológico, ecossistema, pertencimento e outros que os alunos nunca ouviram falar, ou se ouviram não sabem conceituar. ·
5. Identificar na comunidade os problemas relacionados com o abastecimento, utilização das águas. ·
6. Identificar números que nos fazem refletir sobre a ocupação, utilização, das águas salgadas, geladas e doces no planeta terra. ·
7. Conscientizar sobre a importância de economizar a água para que não falte no futuro;
8. Coletar os problemas relacionados com o Lixo na comunidade onde vivem e comparar as dificuldades locais com as globais; 
9. Compreender o que é um pensamento sistêmico que estão em todos os textos da revista e que são importantes para as mudanças de atitudes no dia a dia de cada cidadão consciente.
(Ver filme o Ponto de Mutação)

Referencial teórico
AMBROSIO, Márcia. Avaliação, os registros e o portfólio: ressignificando os espaços educativos no ciclo s juventudes. Petrópolis: RJ: Vozes, 2015.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais. MEC, 1997 DVDs: TV Escola e Um Salto para o Futuro.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 15 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
HERNÁNDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação – os projetos de trabalho. Porto alegre: Artes Médicas, 2000.
MULLER, Sílvia A. P. Inclusão digital e escola pública: uma análise da ação pedagógica e da  informática na educação. Disponível em Acesso em 10 de set 2014.
REVISTA Semeando. Agenda 21 na prática. Edição Anual. Ano 2. 2007.

EXECUÇÃO DO PROJETO

Durante o mês de agosto de 2014, nas reuniões de módulo II, que acontecem semanalmente na 
escola, pensamos nos projetos pedagógicos que a escola iria desenvolver no semestre e cuja culminância já estava prevista para novembro de 2014, na “Semana de educação para a vida”, Esta semana visa atender a Lei Federal nº 11988/09. E vários projetos foram pensados e colocados sob a coordenação de um professor. A mim coube o projeto sobre o meio ambiente por ser o meu interesse maior. Foram quatro reuniões e ao final o meu projeto ficou assim delineado. Lembrando que a minha escola é pequena e fica na Zona Rural sem coleta pública de lixo pelos órgãos competentes.

PROJETO MEIO AMBIENTE: O QUE É URGENTE NA COMUNIDADE

Temas: Jogue lixo no lixo e a água que bebemos

Dúvidas temporárias: Mas onde? Tem água para todo mundo? A água está encanada em todas as

casas? É uma água de qualidade?

OBJETIVOS: ·

1. Discutir com os alunos e a comunidade escolar: Como é tratado o lixo em sua casa? E pelos seus vizinhos? Onde são colocados?
2. Iniciar na escola o projeto e valorizar iniciativas como esta para proteção do meio ambiente;
3. Trabalhar os temas contidos Agenda 21 e colocá-los na prática; ·
4. Socializar os saberes de cada um promovendo debates e relatos de experiências de vida de cada um e como os alunos relacionam-se com o meio onde vivem;
5. Apropriar-se da linguagem e ideias que são próprias do estudo sobre Ecologia como: nicho ecológico, ecossistema, pertencimento e outros que os alunos nunca ouviram falar, ou se ouviram não sabem conceituar.
6. Identificar na comunidade os problemas relacionados com o abastecimento, utilização das águas. ·
7. Conscientizar sobre a importância de economizar a água para que não falte no futuro; ·
8. Coletar os problemas relacionados com o Lixo na comunidade onde vivem e comparar as dificuldades locais com as globais;

TEMPO: Setembro a outubro de 2014
ABRANGÊNCIA: todos os alunos, do 6º ao 9º ano da EE João Lúcio da Trindade Sobrinho

RECURSOS:

Humanos: 01 – Coordenadora ; 01 – Auxiliar de Secretaria; 06 – Professores; 01 – Supervisora 02 –
Auxiliar de Serviços Gerais;
Materiais: 6 m plástico; 1000 folhas de papel sulfite ; Câmara digital; Papel cartão; 02 computadores
100 m de T NT amarelo; luvas e 500 sacos de lixos.

ETAPAS DO PROJETO/ INTERDISCIPLINARIDADE:

CONTEÚDO/ Prof. /ATIVIDADES COM OS ALUNOS/QUANDO

Ciências/Física - Pesquisa de campo, nascente dos córregos de Água Limpa, exploração da vegetação e da água./setembro

Matemática / Confecção de gráficos em papel sulfite e com a utilização do computador. A partir dos dados coletados nas aulas de ciências e geografia /outubro.

Língua Portuguesa / T emas para produção de textos: Dicas para uso racional da água. Economize água para a vida. Como o lixo deve ser recolhido e onde colocá-lo? / setembro

História/Geografia Estudo da topografia local e reservas de matas que estão sendo usadas como deposito de lixo: coletar dados e fotos e junto com os alunos montar relatório e enviar às autoridades e para jornais, blogs, portal do Caparaó./setembro e outubro.

Língua Inglesa As palavras próprias do Estudo sobre Ecologia e quais as suas origens (Línguas diversas)./ Montar um álbum de figurinhas com os nomes e tradução para o inglês referentes ao estudo do projeto e que mais marcou (ver o que foi estudado nas outras disciplinas)/ Setembro e outubro./
Artes /Interpretando as fotos e figuras sobre o Meio Ambiente do local onde vivem; Desenhos e charges referentes aos temas estudados na revista / Setembro e outubro.

ETAPAS DO PROJETO/ DETALHAMENTO DAS ETAPAS, METODOLOGIAS PARA A REALIZAÇÃO DO PROJETO. O QUE COM O QUE (Metodologia) QUANDO ONDE RESPONSÁVEL

Água: Fonte de Vida Visitas às nascentes, pesquisas, montagem de murais e álbuns; produções de textos e de desenhos. dos córregos que abastece a comunidade de Água Limpa e de Chalé.

Como é tratado o lixo em sua casa? E pelos seus vizinhos? Professores e alunos. Montagem de um folder com os registros do que foi pesquisado. No entorno da casa de cada um e comunidade.

Mural com os resultados da pesquisa de campo./ Fotos para a culminância 20/11/14 Paredes da escola T odos.
Portfólio – forma de avaliação escolhida - ver próxima etapa Síntese (documentação)
Organizar todo o material gerado ao longo do projeto ( o material organizado será de fundamental importância para a construção histórica da entidade): fichas; · fotos; documentos; material de divulgação; resultados de cada série ou etapa (atividade dos alunos); bibliografia;
O período de realização do projeto foi de setembro, outubro e novembro de 2014. A princípio os alunos falaram dos problemas, mas, com certa desconfiança para a busca de solução para os mesmos. E com razão pois, em pleno século XXI nos deparamos com uma falta de consciência tão grave dos cidadãos que é a de jogar lixo em qualquer lugar e de acharem que a água é um fonte inesgotável e que podem usá-la de qualquer maneira. Esta é a questão chave.
Os alunos foram se sensibilizando depois de várias visitas em locais onde se depositam os lixos a céu aberto, nos arredores do campo de futebol, no entorno da escola nas matas e reservas florestais da comunidade. Ao visitarem as nascentes que abastecem a comunidade de Água Limpa e que abastecem também a cidade de Chalé viram pelo caminho muito lixo. E quando foi proposto colocar a mão à massa, recolher o lixo na comunidade eles aceitaram. Pois, motivados com a empolgação dos professores e principalmente da orientadora/supervisora Maria do Carmo eles não poderiam ficar de fora.
A orientadora/supervisora pedagógica Maria do Carmo, o diretor Daniel, providenciaram as luvas, os
sacos de lixos e os aventais amarelos para que pudessem ser executadas mais uma etapa do projeto. Ver foto de arquivos em anexo - visita a uma das nascentes do córrego de Água Limpa. Aos poucos colocamos em prática e fomos fazendo os passeios, visitas e entrevistas... os alunos foram se entusiasmando e sentiram que é possível fazer alguma coisa. Nas fotos divulgadas em Facebook mostram alguns eletrodoméstico jogados na natureza. Em entrevista a um morador e perguntado por que ele fazia isto? Ele responde: “não temos caminhão de coleta, não temos onde jogar uma geladeira velha, uma televisão velha, um sofá. Então o que podemos fazer é jogar em qualquer lugar e que se dane... A prefeitura que venha recolher”.
Um aluno depois em sala de aula disse: “Por que professora a gente não pede a prefeitura para vir buscar este lixo. A gente ajuda! Ensacolamos o que dá para ser ensacolado o resto a prefeitura pega
e coloca no caminhão e leva para o aterro de Chalé.”
E assim foi feito, fiz um requerimento à Câmara de Vereadores e ao prefeito e depois a Câmara fez uma reunião itinerante no salão comunitário da comunidade e foi reiterado todos os pedidos da comunidade. Eis o pedido:
"Ofício nº 01/2014
Chalé, 15 de setembro de 2014
Ao Excelentíssimo Prefeito Municipal de Chalé
Elmir
Maria da Silva, professora da Educação Básica, em Água Limpa/Chalé-MG. Vem requerer de V. Exª providências na legislação/execução das Leis Ambientais com relação ao destino do lixo na Zona Rural. Pois é sabido por todos, da importância de se preservar o Meio Ambiente: solo, água e ar. Em nossa comunidade tem-se percebido que a população vem se esquecendo disso, ou por falta de alternativas estão poluindo as matas, córregos com o lixo produzido em suas casas, lavouras. Em discussões feitas na escola, nas associações da comunidade concluem-se que é necessário pedir ao poder público a recolha do lixo através de um caminhão de lixo. E o mesmo passe na comunidade de Água Limpa, pelo menos duas vezes, em pontos estratégicos, e bem divulgados os dias e horários, para que se destine ao lixo um local apropriado e de acordo com a Lei Orgânica e outras leis aprovadas na Câmara de Vereadores. Espera-se a resposta à população o mais breve possível e que a mesma traga a solução e satisfação a todos que se preocupam com o Meio Ambiente. Da parte da escola e da professora requerente caberá, se for preciso, a divulgação e conscientização sobre a destinação adequada do lixo e as consequências para a saúde não só do povo desta comunidade, mas, também para a comunidade de Chalé que bebe da água que sai destes córregos tão contaminados por detritos. Basta observar as margens das estradas.
Respeitosamente,

Maria da Silva – Professora

Exmo Senhor Prefeito Municipal de Chalé
Elmir" OBS: Maria da Silva - nome fictício
Nesta

Mãos à massa - Etapa de execução do projeto

E com a utilização das luvas, avental amarelo (comprovado por fotos) as crianças partiram para o campo e recolheram sacos e mais sacos de lixo com o propósito de ajudar nesta primeira recolha de lixo pela Prefeitura Municipal. A comunidade espera que continue este serviço. É a escola cumprindo seu papel social como nos sugere o pensador e filósofo Paulo Freira. Esta ação fez com que as crianças se unissem mais e ficaram muito mais motivadas, pois depois de cada ação que eram registradas em fotos. Estas fotos eram mostradas em um telão usando o data show e com isso o feedback era imediato. Os momentos mais impactantes, para os alunos e para mim, foram quando recolheram mais dois caminhões de lixo no entorno da escola.
E logo, em seguida, nos dias que se seguiram os alunos e eu presenciamos vários objetos jogados à beira da estrada e não obedecendo ao que fora combinado. Então fizemos folder com os acordos e com os dias e horários do caminhão de lixo e distribuímos em toda a comunidade.
Sabemos que este problema tem que ser atacado de frente e por várias vezes até que se crie a cultura de não sujar o meio onde vivemos. Dando continuidade a este projeto, no ano de 2015, lancei um projeto muito mais abrangente. Inclui nele personagens que tem influências, em todo o município, e nas escolas por onde passei ou que ainda dou aulas. Chamado de projeto “nova semente” pois a semente de uma boa ideia deve ser sempre jogada para que o meio ambiente seja preservado.
Outro meio utilizado foi o facebook onde vários alunos e pessoas da comunidade tem acesso e com isto puderem visualizar o trabalho feito por meio das fotos e dos relatos de suas impressões pelos alunos e demais membros da escola e comunidade. No facebook de professoras e de Maria do Carmo - a supervisora. Uma ótima ferramenta da informática aplicada à educação.

AVALIAÇÃO

Resultados:
O que foi impactante como resultado deste projeto tanto para escola quanto para a comunidade: A coleta semanal de lixo na comunidade por um caminhão – serviço que a Prefeitura Municipal de Chalé-MG passou a fazer a partir deste projeto.
Os alunos aprenderam que quando a gente quer a gente faz. Colocando a mão à massa as nossas ideologias se tornam palpáveis.
O que fez garantir esta aprendizagem foi antes de tudo a crença de que isto era possível e com a empolgação dos mediadores desta aprendizagem: professores, orientador, parceiros e dos próprios alunos.
E o tempo é que dirá se esta aprendizagem está realmente garantida. Se a comunidade absorver a ideia e agir nesta conformidade respeitando a natureza e não jogar mais o lixo em locais não apropriados.
Com relação à água viram que a água que sai da terra é pouca em cada uma das nascentes.
Que a água nasce limpa e que é cada um e cada uma das pessoas que mora na comunidade que contribuem para a sua poluição.
O córrego que vai abastecer a escola e a comunidade local e também a cidade de Chalé está contaminado por toda espécie de lixo, de agrotóxicos que vem das lavouras de café, dos esgotos que nele são escoados.
A discussão vai longe, para além deste projeto e sua culminância. Uma semente foi plantada.
Viram portanto, que é preciso economizar água, preservá-la e descontaminá-la.
E que ação mínima de cada um fazendo a sua parte ao final todos ganham.
A avaliação foi feita num processo de observação do comportamento individual, de grupo por meio dos registros que foram fazendo em cada área e disciplinas curriculares e que foram colocando em uma pasta as atividades, entrevistas, fotos, pontos de vistas – o portfólio.
Como é um assunto que precisa ser permanentemente tratados, neste ano de 2015, já programei nas escolas por onde passei e estou trabalhando um projeto de mesma magnitude. Espero que a nova semente” seja igualmente entendida e compartilhada por muitos. A partir deste projeto me sinto mais confiante em meu trabalho, minha autoestima se elevou e estou mais participativa nas questões sociais de minha comunidade. Estou lendo mais e pretendo escrever mais. São desafios que me fazem crescer e gostar ainda mais do que faço nesta árdua missão de educar. Mas, os alunos estão carentes de educação como esta. Educação por projetos que levam em consideração as suas dúvidas temporárias e certezas transitórias. Aprender fazendo, aprender e divulgar seus conhecimentos (utilizando as redes sociais).
Um ponto positivo é ouvir os alunos e a comunidade. Escuta esta através de algo escrito, desenhado ou falado. Num próximo eu ampliaria esta escuta, com mais pesquisa, coleta de dados e mais ênfase ao portfólio, um excelente instrumento de acompanhamento da aprendizagem. Os desafios continuam... o de estar sempre conscientizando que a água é um recurso esgotável e, portanto seu uso deve ser racional e o lixo deve ser colocado no lugar certo e sempre pensando na reutilização, na reciclagem, na forma de consumir e evitando o desperdício. Há um longo trabalho pela frente.

REPLICABILIDADE

AVALIAÇÃO A experiência vivida por mim, nestes três meses, pode ser replicada por outros professores que vivem realidades similares, em qualquer escola de zona rural ou que enfrente este problema do lixo e do mau consumo de água. Com atitudes assim é que se constrói um mundo melhor. Para que isto ocorra é preciso planejar. Que seja um projeto de aprendizagem e baseado da teoria da pedagogia de projetos de acordo com Hernándes (1998) e Müller (2014), com a pedagogia humanista de Freire (2000) e nas avaliações por meio de portfólio como explica Ambrósio (2015). Os problemas que poderão encontrar qualquer docente que queiram replicar este projeto são a falta de consciência, a resistência em aceitar as mudanças de atitudes em prol de um bom inter-relacionamento entre o homem e meio onde vive. O que precisamos numa sociedade sistêmica.
Todos que se inspirarem nesta minha prática devem esperar o brilho nos olhos de satisfação dos alunos ao verem que eles podem colaborar e que são agentes de transformação e que a nossa esperança nunca pode se esgotar nem que precisamos repetir esta prática muitas vezes. O uso do portfólio é importante para se fazer a síntese e documentação de todas as etapas do projeto. Assim os alunos e professores tem em mãos o ponto de partida e onde chegaram com registros de textos, fotos e material de pesquisa e também da produção de cada um.
Organizar todo o material gerado ao longo do projeto, pois o material organizado será de fundamental importância para a construção histórica do passo a passo seguido na realização do projeto.
Numa pasta ir colocando: As fichas contendo as entrevistas; as fotos; documentos; material de divulgação; resultados de cada série ou etapa com as atividades dos alunos em cada disciplina. A bibliografia utilizada ao longo do processo (incentivar aos alunos dar crédito a todos os autores pesquisados, às falas dos entrevistados, das pessoas que fotografaram. Ensinar a ética).

AVALIAÇÃO DO PROJETO (qualitativa e quantitativa). Tivemos uma parada para este momento de avaliar após a realização do projeto. Individual: (observar o portfólio de cada um e levar em conta): Criatividade, envolvimento, Motivação, Conhecimento. Grupo de alunos: Participação, cooperação, organização Comunidade: Incentivo, disponibilidade de recurso Ambiente: envolvimento, relacionamento. Ao final de tudo vi que valeu a pena. Deu muito trabalho, mas é compensador saber que fizemos o nosso papel para além da escola. E que esta experiência me trouxe mais interesse em continuar lutando pela educação ambiental e sistêmica na escola pública e onde eu estiver.

PROJETO MEIO AMBIENTE E O QUE É URGENTE NA COMUNIDADE:

Jogue lixo no lixo e a água que bebemos. Durante o mês de agosto de 2014, nas reuniões de módulo II, que acontecem semanalmente na escola, pensamos nos projetos pedagógicos que a escola iria desenvolver no semestre. A culminância destes projetos já estava prevista para novembro de 2014, na “Semana de educação para a vida”. Esta semana seria para atender a Lei Federal nº 11988/09. E vários projetos foram pensados e colocados sob a coordenação de um professor. A mim coube o projeto sobre o meio ambiente por ser o meu interesse maior. É um projeto de aprendizagem, baseado da teoria da pedagogia por projetos. De acordo com Hernándes (1998) e Müller (2014) que tratam de educação por projetos. Baseei também na pedagogia humanista de Freire (2000) e nas avaliações por meio de portfólio como explica Ambrósio (2015). Veja referencial teórico.
Para avaliar fizemos o uso do portfólio. Uma importante ferramenta para se fazer a síntese e documentação de todas as etapas do projeto. Assim os alunos e professores tem em mãos o ponto de partida e onde se quer chegar com registros de textos, fotos e material de pesquisa e também da produção de cada um. O que foi impactante como resultado deste projeto tanto para escola quanto para a comunidade: A coleta semanal de lixo na comunidade por um caminhão – serviço que a Prefeitura Municipal de Chalé-MG passou a fazer a partir deste projeto.
Os alunos aprenderam que quando a gente quer a gente faz. Colocando a mão à massa as nossas ideologias se tornam palpáveis. O que fez garantir esta aprendizagem foi antes de tudo a crença de que isto era possível e com a empolgação dos mediadores desta aprendizagem: professores, orientador, parceiros e dos próprios alunos. E o tempo é que dirá se esta aprendizagem está realmente garantida. Se a comunidade absorver a ideia e agir nesta conformidade respeitando a natureza e não jogar mais o lixo em locais não apropriados. Com relação à água viram que a água que sai da terra é pouca em cada uma das nascentes. Que a água nasce limpa e que é cada um e cada uma das pessoas que mora na comunidade que contribuem para a sua poluição. O córrego que vai abastecer a escola e a comunidade local e também a cidade de Chalé está contaminado por toda espécie de lixo, de agrotóxicos que vem das lavouras de café, dos esgotos que nele são escoados. A discussão vai longe, para além deste projeto e sua culminância. Uma semente foi plantada. Viram portanto, que é preciso economizar água, preservá-la e descontaminá-la. E que ação mínima de cada um, fazendo a sua parte, ao final todos ganham.
Os problemas explicitados poderão ser encontrados também por qualquer docente. E caso queiram replicar este projeto poderão fazê-lo. Os principais problemas são a falta de consciência, a resistência em aceitar as mudanças de atitudes em prol de um bom inter-relacionamento entre o homem e meio onde vive. O que precisamos numa sociedade sistêmica. T odos que se inspirarem nesta minha prática devem esperar o brilho nos olhos de satisfação dos alunos ao verem que eles podem colaborar e que são agentes de transformação. E a nossa esperança nunca pode se esgotar e esta experiência precisa ser repetida muitas vezes. Ao final de tudo vi que valeu a pena. Deu muito trabalho, mas é compensador saber que fizemos o nosso papel para além da escola. E que esta experiência me trouxe mais interesse em continuar lutando pela educação ambiental e sistêmica na escola pública e onde eu estiver. Um novo projeto, baseado neste estou realizando, em 2015, projeto "nova semente". Que a comunidade local ganhe com este projeto. Se a comunidade local ganhar a comunidade global também ganhará. E eu, nós professores, nossos alunos estamos fazendo a nossa parte.

ANEXOS

Geografia/Projeto Meio Ambiente
Escola Estadual João Lúcio da Trindade
Professora: Maria da Silva (fictício) Data: 24 de setembro 2014
Aluno: João Pedro


Faça um relatório da excursão realizada por vocês na nascente da água que abastece a nossa escola e algumas casas de nossa comunidade. Falando dos pontos positivos e negativos.

[...] vi como positivo que a água que vem para escola é encanada
direto da mina. O que elimina a possibilidade de tanta contaminação
pelos lixos que vimos ao longo do trajeto. O negativo é que sabemos
que esta mesma água abastece a cidade de Chalé e nela contém os
esgotos, agrotóxicos e todo tipo de lixo que o pessoal joga sem

escrúpulo algum. Fiquei triste [...] (excerto da fala de João Pedro, em sala de aula e registrado em seu portfólio).



Matemática/Projeto Meio Ambiente

Escola Estadual João Lúcio da Trindade
Professora: -----------------------------------------------------------------------
Data: 25 de setembro de 2014
Aluno: Caio

Geometria do dia a dia Curiosidades sobre o triângulo

Excerto da redação de Caio e que foi anexado em seu portfólio:
[...] Durante o passeio observamos uma porteira no sítio do Sr Tatão, que mora perto
da escola. Todas as porteiras possuem uma tábua na diagonal, formando dois
triângulos. Isso deixa a porteira mais rígida, impedindo que ela se deforme. Ele é
carpinteiro há mais de 70 anos e explicou para nós por que a porteira precisa desta
ripa na diagonal. Foi o que aprendi na aula de matemática. [...].

Os engenheiros usam frequentemente formas triangulares nas suas construções, para torná-las mais seguras.

O triângulo é a única figura geométrica que não
pode alterar sua forma sem igualmente alterar o
comprimento dos seus lados. Assim o triângulo
não sofre deslocamento nem deformação por ação do seu peso ou por ação de forças externas como as outras figuras, por isso o triângulo é mais estável do que as outras formas
geométricas.

Em coberturas de estádios Em pontes de ferro Até em postes, para suportar fortes ventos



Ciências/Projeto Meio Ambiente
Escola Estadual João Lúcio da Trindade
Professora: -----------------------------------------------------------------------
Data: 26 de set 2024
Aluno: Maria



Esta é a nascente que abastece nossa escola. O que vocês acharam das condições da mesma?
Vocês acham que precisa melhorar? O quê fazer? Quando água não é tratada quais as doenças veiculadas a ela? Responda em forma de Texto.
Maria respondeu
[...] acho que está bem cuidada bem pertinho dela. Mas, ao na estrada,
por onde viemos, vimos muito lixo jogado. O lixo precisa ser tirado e
não pode jogar mais. E junto com a água contaminada várias doenças
podemos ter: dor de barriga, hepatite, verminoses. Outra coisa que
pode ser feita é plantar mais árvore em volta da nascente. [...]


Língua Portuguesa/Projeto Meio Ambiente
Escola Estadual João Lúcio da Trindade
Professora: ----------------------------------------------------------------------
Data: 26 de set 2014
Aluno: Victor
Faça
Faça uma paródia com qualquer música que você conhece (funk, happy, música de rua,
popular, sertaneja ou cantiga de roda) O tema é sobre meio ambiente.
Lepo Lepo –Paródias
Meio ambiente: a água e o lixo
Ahh, esse projeto só quero ver
É muito lixo, esgoto, trapo pra todo lado
Ahhh, e o que o nós vamos fazer?
A gente já sabe que tá todo mundo desanimado.
Pra mim é só coisa de projeto
Não quero ver o seu veto
Pois lixo, pra falar a verdade
É coisa que é fato e tem à vontade
Aqui não tem caminhão, não tem coleta
E que fazer então é nossa vez e não deleta
É nossa vez vamos pedir o caminhão e Lixeco-leco
E do meio ambiente livrar
Su-jei-ra su-jei- ra do lixeco - leco
Ah, e as nascentes de água quem puder
Das autoridades o plantio de árvores será cobrado
Até manifestação vai ter
Ou basta um pedido para tudo ser amparado.
Mas enquanto aqui tiver pessoas sem consciência
Primeiro mundo nós nunca vamos ser
Água limpa e lixão vai ser realidade
Para todo mundo ter vida de qualidade.
Nós não temos água limpa, nós não tem coleta
Tudo que o ser humano gosta
Água lim-pi-nha, es-co-la, vi-da boo-a e lixeco-leco
Nosso projeto não esgota
Água lim-pi-nha, es-co-la, vi-da boo-a e lixeco-leco
Vou aderir e participar borá lá.


Relatório
Projeto Semana de Educação para a vida

A Escola Estadual João Lúcio da Trindade Sobrinho realizou do dia 17/11 a 21/11/2014 a ‘Semana de
Educação para a Vida’ por meio de palestras, peças de teatro, mostras de dança, campeonatos, filmes, gincanas, trabalho em grupo, stand, roda de conversa entre outras ações, tendo como base os temas transversais. A iniciativa foi realizada para atender à Lei Federal nº 11.988/09, que dispõe sobre a criação da Semana nas escolas públicas de ensino fundamental e médio de todo o país.
Escola Estadual João Lúcio da Trindade Sobrinho realizou o trabalho com o objetivo dar visibilidade às ações educativas realizadas, durante todo o ano, por meio dos temas transversais.
No dia 17/11/2014 houve a abertura do Projeto ‘Semana de Educação para a vida’, com palestras e debates mediados pela educadora Sílvia Ambrósio Pereira Muller, que também faz parte da Pastoral Social da Igreja Católica.
A educadora falou sobre Bullying. Ela disse que é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato. Ela passou vídeos e PowerPoint e falou da campanha que a Pastoral Social está realizando em Chalé todas as 4ª-feiras nos comércios locais, entregando folders e pregando cartazes em lugar visível, para que todos se conscientizem que é preciso respeitar as pessoas. Que todos têm o direito de ir e vir sem serem importunados com brincadeiras de mau gosto. Algumas pessoas têm sofrido constantemente toda sorte de abuso nas escolas e na comunidade e isso precisa de um basta. A campanha já está surtindo efeito, pois muitas pessoas disseram que praticavam bullying, mas que a partir da campanha mudaram de atitude.
Ela continuou o debate dizendo que a pessoa que sofre bullying pode se isolar ou ter queda no rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade.
Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio, homicídio e outros. Ela passou filmes, Power Point, mostrou cartazes para debater sobre o tema. Todos os alunos participaram dos debates.

Depois a Supervisora Maria do Carmo Ambrósio Pereira falou sobre a campanha ‘Conte até 10 nas Escolas’ que destina-se à educação do adolescente e do jovem para uma cultura de paz. O ambiente de ensino formal é importante espaço de convivência e de formação dos adultos de amanhã.
É especialmente no ensino Fundamental que o estudante amadurece sua capacidade de reflexão crítica para diversas decisões da vida, indispensável para a tomada de decisões que a sociedade, futuramente, vai exigir.
Um segundo motivo para realização dessa campanha nas escolas tem a ver com as tristes estatísticas de violência no País. De acordo com o Mapa da Violência 2013 – Homicídios e Juventude no País, o volume de homicídios contra jovens de 15 a 24 anos corresponde a 39,3% das mortes ocorridas entre a população jovem brasileira. Em outras faixas etárias, os homicídios respondem por 3% dos óbitos. As pessoas precisam pensar antes de agir.
Abertura na terça –feira dia 18/11/2014 com o café compartilhado- Esse cardápio foi possível graças a colaboração de alunos e professores que doaram o cardápio para que ele fosse farto e saboroso.
O Café da manhã foi típico da tradição mineira: café com leite queijo, pão, bolo, biscoito da vovó, rosca doce floral, brevidade e biscoito de polvilho.


Logo após o café fomos para a sala de palestras, onde a professora de religião Maria das Graças fez uma Dinâmica de Grupo sobre valores. A professora de Língua Portuguesa, Elci Rodrigues Ambrósio, fez uma Mesa Redonda para debater os livros que foram lidos pelos alunos durante o bimestre com a culminância do Projeto “Ler é bacana”.


O projeto “Ler é Bacana” foi inspirado na campanha da escritora Thalita Rebouças, pois a autora afirma que os estudantes dizem que ler é chato. “Sempre que eu visito escolas aparece um adolescente que fala na minha cara, sem a menor vergonha: "Ler é chato". Como sei que ler é o oposto de chato, em 2004 resolvi criar a campanha "LER É BACANA". Também usei outras frases, como "Ler é irado" e "Ler é tuuudo de bom!". No fundo, claro, a mensagem é a mesma: adolescentes, percam a implicância com os livros e entendam que o hábito da leitura é maravilhoso! (Talita Rebouças).
A supervisora Maria do Carmo comprou três livros da autora para disparar o projeto: “Uma fada veio me visitar”, “Fala sério, filha!”, “ELA disse, ELE disse/O namoro”. Os livros fizeram o maior sucesso entre a garotada. E neste dia eles analisaram os mesmos e disseram que querem conhecer os outros livros da escritora. Mostrando para todos nós que a iniciativa deu certo.
A professora Elci analisou também a obra de Giselda Laporta Nicolelis ‘Não se esqueçam da Rosa’ que conta a história de Hanako que com apenas 13 anos, corre risco de vida. Ela sofre de osteopatia -
degeneração progressiva dos ossos. Sua doença tem origem genética, pois as células reprodutoras de seu pai foram afetadas pela radioatividade a que estivera exposto durante a explosão da bomba atômica em Hiroshima. Sem saber ao certo quanto tempo lhe resta de vida, Hanako vai registrando em seu diário as reflexões que faz sobre a guerra e suas vítimas. Foi um debate muito muito bom e proveitoso. E deixa uma mensagem para todos sobre a estupidez da guerra e as consequências na vida de quem foi atingido por ela. A professora colocou um vídeo da música Rosa de Hiroshima de Vinicius de Morais cantada por Ney Matogrosso.
Houve também uma homenagem a um escritor e aluno da escola João Pedro que escreveu um livro
autobiográfico A CARTA FINAL.
A professora Elci mostrou para os alunos um livro que ela está lendo “A menina que roubava livros” de Markus Zusak . O livro, que é inusitadamente narrado pela Morte, conta a história da pequena Liesel Meminger (Sophie Nélisse )que é uma ladra de livros e enfrenta duras provas durante a Segunda Guerra Mundial. A mãe comunista é perseguida pelo nazismo e envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal (Geoffrey Rush e Emily Watson) se dispõe a adotá-los por dinheiro. A professora disse que a história é muito interessante e envolvente. Alguns alunos sentiram-se motivados e querem ler o livro. Apesar da resistência de alguns alunos com relação a leitura a avaliação foi positiva com relação a este projeto.

Para finalizar foi realizada a brincadeira Torta na cara com perguntas sobre os livros mais lidos no projeto: “ Não se esqueçam da Rosa”- Giselda Laporta Nicolelis, “Poliana”- Eleanor Porter e “O Jardim Secreto” – Francis Bunett; além de algumas outras perguntas de conhecimentos ligados à pesquisas e documentários sobre a bomba de Hiroshima. Um sucesso de participação!
Na 4ª feira, 19/11/2014 a professora Isabel fez um debate com os alunos sobre consumismo. Ele mostrou através do PowerPoint algumas práticas que levam ao consumismo e passou o filme “Os delírios de Consumo de Becky Bloom” que retratava a vida de uma jovem jornalista compradora compulsiva, que se vê, de repente, desempregada e com uma dívida de U$$ 16.000, conseqüência de seu consumismo. Para controlar a situação, Becky procura um grupo de ajuda (Consumistas Compulsivos), onde pessoas se reúnem no intuito de se ajudarem mutuamente a vencer a tentação que representam as vitrines, e os shoppings, as compras e os cartões de crédito. No decorrer da trama, vai sendo desenvolvida uma história de amor entre Rebecca e seu patrão na revista de economia. Uma peça-chave para o filme echarpe verde, o alvo de um dos delírios de consumo de Becky que acaba, gradualmente, adquirindo valor e se tornando simbolicamente importante para sua história. O Filme foi muito bom e os alunos gostaram. A Professora Isabel afirmou que todos nós temos que saber diferenciar o 'eu quero' do 'eu preciso'. É esse um dos pontos cruciais para que o consumismo infantil, dos adolescentes e jovens não crie adultos financeiramente desequilibrados. De fato, o consumo está cada vez mais presente na vida das pessoas Isabel finalizou dizendo que o consumismo exacerbado leva a criança e o adolescente a não saber diferenciar o que deseja do que realmente precisa e a não conseguir estabelecer prioridades na vida. E isso cria uma sucessão de desejos que leva a um consumo desenfreado, mas não resulta em satisfação: nunca esse buraco é preenchido, pois a satisfação vem pelo desenvolvimento como pessoa, e não pelo que se possui.
Depois foi realizada a brincadeira torta na cara sobre os assuntos trabalhados, conhecimentos gerais e
matemática. Até os professores participaram. Foi uma interação muito proveitosa.

Na 4ª-feira dia 20/11/2014 abertura com o café da manhã muito saboroso: café com leite, broas, pães,
biscoito de polvilho e bolo e leite com café. A abertura do dia com paródias sobre o Meio Ambiente. Cada turma do 6º, 7º, 8º, 9º apresentou sua paródia sob a coordenação da professora Valdeneide Maria de Laia Rodrigues. Este momento foi a culminância do projeto já trabalhado anteriormente.
Foi montada um stand com materiais biodegradáveis e de difícil decomposição.
A Supervisora Maria do Carmo Ambrósio Pereira falou que em nosso país são produzidas diariamente cerca de 240 mil toneladas de lixo, mas apenas 2% desse total é encaminhado para a reciclagem, o que é uma quantidade irrisória se levarmos em consideração o tanto de embalagens que consumimos e que podem ser recicladas.
Diante de todo esse lixo cada um deve se questionar: ‘Será que estou fazendo a minha parte com relação ao lixo separando e que pode ser reciclado?’. Muitas das embalagens que consumimos podem ser recicladas, entrando novamente na cadeia de produção e livrando o meio ambiente de um amontoado de lixo que levará milhares de anos para se decompor.
A supervisora mostrou para os alunos o tempo de decomposição de alguns materiais e a problemática do lixo nos tempos atuais. E questionou: “É este o presente que vamos deixar para as novas gerações?” Pare, pense e reflita.










Logo após os alunos foram divididos em equipes para analisarem charges sobre meio ambiente. Eles
analisaram também alguns comportamentos inconvenientes em sala de aula que estavam escritos nos papeis e deram sua opinião de como melhorar e depois apresentaram para todos os presentes o resultado dos debates.
Foram entregues também para os alunos, reportagens de pessoas que acharam muito dinheiro na rua e
entregaram ao dono. A história de um aluno que roubou dinheiro na escola e depois se arrependeu e
entregou o mesmo, 17 anos depois com juros e correção monetária. Foram analisadas também algumas situações que estão acontecendo em sala de aula e na escola como indisciplina, destruição do patrimônio público, desrespeito aos colegas e professores. Em cada episódio retratado foi perguntado ao aluno: “Qual seria sua reação diante dos fatos?” “Você entregaria o dinheiro?” “Quando você vê alguém quebrando alguma coisa perto de você, qual é sua atitude?” “O que fazer para melhorar o ambiente escolar?” Cada situação dessa foi fruto de debate e a conclusão foi apresentada no final pelos alunos.
Para finalizar houve uma gincana com várias provas. Foi momento de descontração.
No dia 21 de novembro de 2014, trabalhamos o dia da Consciência Negra com o
objetivo de ressaltar as dificuldades que os negros enfrentam há séculos.
Iniciamos o dia com um delicioso café da manhã e em seguida a Professora de História Loyanne Rabello Ferreira Martins Sanglard falou sobre o 20 de Novembro e sua importância para nosso País. Foi ressaltada a contribuição da cultura negra para sociedade brasileira. Em seguida foi realizado um trabalho utilizando uma Dinâmica sobre “O que dizem as leis”. Os alunos foram divididos em quatro equipes com o auxílio dos professores.Utilizaram da Constituição Federativa do Brasil de 1988, do Estatuto da Criança e Adolescente(ECA)-1990, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação- LDB e da Declaração Universal dos Direitos Humanos ONU-1948. Foram distribuídas para as equipes reportagens sobre racismo e preconceito racial e os mesmos deveriam estudar, debater e apresentar para os colegas. Ao final desta atividade foi passado um filme com o tema Preconceito Racial, vencedor de 03 Prêmios Emmy: “Quase Deuses”contando a história verdadeira e emocionante de dois homens que desafiaram as regras de sua época para iniciar uma revolução médica.
Nesta data discutimos a história do preconceito racial, a inferioridade da classe no meio social, as dificuldades encontradas no mercado de trabalho, a marginalização, a discriminação, mas também as
conquistas e vitórias dos negros ao longo dos anos.

Água Limpa, 25 de novembro de 2014
Diretor Daniel Marcos da Silva
Especialista da Educação Básica Maria do Carmo Ambrósio Pereira
Semana de Educação para a Vida


Introdução
A partir deste de ano, todas as escolas estaduais mineiras deverão realizar a ‘Semana de Educação para a Vida’ e por meio de palestras, oficinas, peças de teatro, mostras de dança, campeonatos, entre outras ações, deverão realizar atividades tendo como base os temas transversais. A iniciativa será realizada para atender à Lei Federal nº 11.988/09, que dispõe sobre a criação da Semana nas escolas públicas de ensino fundamental e médio de todo o país.
A iniciativa deverá contar com a participação de toda a comunidade escolar e terá como objetivo dar
visibilidade às ações educativas realizadas, durante todo o ano, por meio dos temas transversais. As escolas deverão realizar as atividades da Semana entre a primeira quinzena de outubro até a segunda quinzena de novembro.
“A implantação da ‘Semana de Educação para a Vida’ nas escolas de Minas Gerais será utilizada para
sistematizar e apresentar à comunidade escolar as ações educativas realizadas por meio dos temas transversais, durante todo o ano letivo, uma vez que essas ações devem ocorrer durante todo o processo de formação dos alunos”, justifica Soraya Hissa, superintendente de Modalidades e Temáticas Especiais de Ensino da Secretaria de Estado de Educação.
Todas as escolas deverão preencher nesse link, até o dia 30 de julho, o calendário escolhido para a implantação da ‘Semana de Educação para a Vida’. As escolas também deverão preencher, com sua equipe, os instrumentos online de acompanhamento os quais serão encaminhados posteriormente pela
Superintendência de Modalidades e Temáticas Especiais de Ensino.

Temas transversais
Os temas transversais compreendem seis áreas: Ética, Orientação Sexual, Meio Ambiente, Saúde,
Pluralidade Cultural e Trabalho e Consumo. “Dentro dessas áreas existem vários subtemas que podem e devem ser problematizadas no contexto escolar como, por exemplo: Educação do trânsito, Bullyng, Racismo, identidade de gênero, exploração sexual, trabalho infantil, uso e abuso de drogas, etc”, afirma Soraya Hissa.

Programação
Culminância dos Projetos realizados na escola Meio Ambiente com Power Point dos trabalhos já realizados com debates e malala
Data Horário
Tema e atividades desenvolvidas Responsáveis
Segunda-Feira 17/11
Café de 7h às 7h30mim
Responsáveis: Mª Amélia, Isabel, Elci, Alunos do 6ºano
Tema transversal: Ética (Respeito Mútuo, Justiça, Diálogo, Solidariedade)
Dramatização do comportamento dos alunos em sala com os professores e colegas (cenas de violência)-Congelar a cena, parar, pensar e discutir com os alunos, como fazer a mesma cena de maneira diferente (cenas buscando a PAZ) Depois analisar as questões vai ser realizada a pergunta: “Você vai fazer o quê? 7:30 - Dinâmica sobre bullying; 8h às 9h30min - Prevenção e enfrentamento à Violência Escolar e na comunidade; 9h45min às 10h45min - Promoção de uma cultura de paz nas escolas Vídeo( Violência que rola, Idosos ,Violência Sexual Tá lá um corpo estendido no chão). Vídeo - Mediação de Conflito na Escola- Fantástico -Vídeo - Governo Federal explica a campanha conte até 10 Vídeo- Programa PAZ nas escolas- Conte a até 10 Torta na cara- Assunto que foi durante as palestras sobre o Bullying. Palestrante Sílvia Ambrósio Pereira Muller;
Colaboradores: Mª Amélia, Isabel, Elci, Maria do Carmo, Alunos do 6º ano
Data Horário
Tema e atividades desenvolvidas Responsáveis
3ª-Feira - 18/11
Café de 7h às 7h30mim
Mª das Graças/Ronise/Maria do Carmo/ Alunos do 7ºano
7: 30 às 8: 00 Dinâmica/  8h às 9h Ética e Valores Culminância do Projeto Ler é Bacana- Debate do livro/Análise Literária da Obra de Gisela/ Laporta Nicolelis- Não se esqueçam da rosa- Bara o Wasurenaide/ Power Point sobre o livro não se esqueça da Rosa.
Mesa Redonda- para debater a obra citada e os livros lidos pelos alunos durante os meses anteriores
Torta na cara- Perguntas sobre o livro- Não se esqueçam da rosa
Elci/Mª das Graças/Ronise/Isabel
Data Horário
Tema e atividades desenvolvidas Responsáveis/ Quarta-Feira/19/11
Café de 7h às7h30mim
Responsáveis: Ronise/Bruno/Daniel/Alunos do 8ºano
7: 30 às 8: 00 Dinâmica/8h às 9h30min Tema Transversal: Trabalho e Consumo-Vídeo sobre consumismo (Responsável Isabel)
- Encenação: Propaganda de Produtos (Milagrosos) Responsável Elci)
- Reflexão sobre a influência da Propaganda na nossa vida (Responsável Elci)
Dança Hip-hop e atividades de Educação Física/Elci/Ronise/Isabel/Bruno
Data Horário
Tema e atividades desenvolvidas Responsáveis/5ª Feira/20/11
Café de 7h às 7h30/Loyanne/Valdeneide/Alunos do 9ºano - 7: 30 às 8: 00
8h às 9h - Tema Transversal: Meio Ambiente/ Paródias sobre o Meio Ambiente (Uma
para cada turma do 6º, 7º, 8º, 9º)/ Culminância do Projeto realizado na escola sobre Meio Ambiente.
-PowerPoint das fotos dos trabalhos já realizados (passeio na nascente e sobre o lixo)
Torta na cara- Perguntas o lixo e a natureza /Elci/Loyanne/Valdeneide
Data Horário
Tema e atividades desenvolvidas Colaboradores/ 6ª Feira/21/11
Café de 7h às 7h30mim
Preparado pela Escola
Tema Transversal: Pluralidade Cultural
7: 30 às 9: 30- Dia da Consciência Negra-Clipe - Consciência Negra - O Brasil é isso aí -Vídeo –Por uma infância sem racismo-Video- O melhor filme sobre racismo (Responsável- Loyanne)
9h45min às 11: 30 Campeonatos com os alunos de 6º ao 9º ano (Responsável - Bruno)
Loyanne /Colaboradores/Iracilda/Elci/Valdeneide


PROJETO “SEMANA DE EDUCAÇÃO PARA A VIDA”
Autoras: Rauflisa Conceição dos Santos/ Rosália Conceição dos Santos Pereira
Itaguatins-Tocantins/2010
Presidência da República Casa Civil
Subchefe para Assuntos Jurídicos Lei Nº 11.988, de 27 de julho de 2009.
Cria a Semana de Educação para a Vida, nas escolas públicas de ensino fundamental e médio de todo
País, e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a
seguinte Lei: Art. 1o Todas as escolas de ensino fundamental e médio da rede pública no País realizarão, em período a ser determinado pelas Secretarias Estaduais de Educação, a atividade denominada Semana de Educação para a Vida.
Art. 2o A atividade escolar aludida no art. 1o desta Lei terá duração de 1 (uma) semana e objetivará
ministrar conhecimentos relativos a matérias não constantes do currículo obrigatório, tais como: ecologia e meio ambiente, educação para o trânsito, sexualidade, prevenção contra doenças transmissíveis, direito do consumidor, Estatuto da Criança e do Adolescente, etc.
Art. 3o A Semana de Educação para a Vida fará parte, anualmente, do Calendário Escolar e deverá ser aberta para a participação dos pais de alunos e da comunidade em geral.
Art. 4o As matérias, durante a Semana de Educação para a Vida, poderão ser ministradas sob a forma de seminários, palestras, exposições-visita, projeções de slides, filmes ou qualquer outra forma não
convencional.
Parágrafo único. Os convidados pelas Secretarias Estaduais de Educação para ministrar as matérias da Semana de Educação para a Vida deverão possuir comprovado nível de conhecimento sobre os assuntos a serem abordados.
Art. 5o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 27 de julho de 2009; 188o da Independência e 121o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
Este texto não substitui o publicado no DOU de 28.7.2009
APRESENTAÇÃO
De acordo com a lei acima estabelecida, a Escola Municipal Santo Antonio da Cachoeira adotou a mesma, onde no período de 08 de fevereiro de 2010 desenvolveu um trabalho diferenciado voltado para os alunos de 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. A Semana de Educação para Vida fará parte do Calendário Escolar anual e será aberta aos pais de alunos e comunidade.
JUSTIFICATIVA
O presente projeto será desenvolvido com a finalidade de fazer cumprir a lei, onde os alunos e toda equipe escolar terão a oportunidade de discutir e socializar os temas transversais que até então no dia a dia em sala de aula não são trabalhados com frequência.
OBJETIVO GERAL
A Semana de Educação para a Vida tem como objetivo discutir e trabalhar matérias que não constam
obrigatoriamente no currículo como Temas Transversais tais como: meio ambiente, sexualidade, pluralidade cultural, saúde, ética e trabalho e consumo. Além disso, as matérias serão ministrada sob a forma de seminários, palestras, exposições, visitas, vídeos-filmes, etc.
METODOLOGIA
Cada professor representante de turma deverá trabalhar durante a semana de acordo com a temática e as especificidades de cada tema estabelecido, ressaltando que no dia 12/02/2010 acontecerá a culminância do projeto no pátio da referida escola com a socialização de todas as atividades realizadas em sala de aula.
TEMAS SÉRIES
PROFESSORES TUTORES
SAÚDE 1º ano 1 e 2; 6º ano 1 e 2
Maria Valdineide,Gracileide Fernandes, Divargne e Wilma Gomes.
MEIO AMBIENTE
2º ano 1 e 2
6º ano 3
7º ano 3
9º ano 1 e 2
Maria Luciane, Aldo José, Antonio Francisco, Maria Divina, Maria de Fátima Cardoso, Charles Brito e Sandra Maria.
ÉTICA
3º ano 1 e 2
8º ano 1 e 2
Eliene Marinho, Lucivânia, Carlos Alberto, Jamerson e Maria de Fátima Silva.
PLURALIDADE CULTURAL 4º ano 1 e 2
5º ano 3
9º ano 3
Marilene Mendes, Vanilde Sá, Genilde e Ney.
TRABALHO E CONSUMO 5º ano 1 e 2; 7º ano 1 e 2
Adilson Sales, Zeliânia Maria e Rita Carneiro.

AVALIAÇÃO
A avaliação será realizada pelos alunos através das atividades desenvolvidas em sala de aula e no pátio da escola e os professores também apresentarão relatórios a Coordenação Pedagógica de como foi conduzido o trabalho com os alunos no decorrer da semana.
 PARÂMETROS Curriculares Nacionais – língua Portuguesa/ Ministro da Educação Secretaria da Educação Fundamental. 3ª ed. Brasília: Secretaria, 2001.
 REVISTA, Nova Escola por que trabalhar com projetos: nº 122, São Paulo: 1999.
 Cerca de 1.200 pessoas, entre estudantes, familiares e professores da Escola Estadual de Ensino Santa Teresinha, participaram do projeto Semana de Educação Para a Vida, que tem o objetivo de desenvolver atividades referentes aos temas transversais do currículo escolar.
 Fabíola Bragança da Silva, vice-diretora da Escola Estadual Santa Teresinha, relatou que, dentre as ações que foram desempenhadas pela escola, destacam-se oficinas, palestras, seminários, apresentações culturais (dança, teatro, pintura), gincanas e feiras, buscando estabelecer parceria com a família. “Os alunos realizaram leituras, atividades diversas e muitas reflexões acerca dos temas: inclusão, bullying, Estatuto do Idoso, Sustentabilidade, Estatuto da Criança e do Adolescente e assuntos que estão em volta da comunidade e telejornais, sendo abordados na escola de forma diferenciada”, contou.
 Silva ressaltou que, com as oficinas, os alunos são avaliados e transformados, levando os conhecimentos para atividades fora da sala de aula. “Os alunos do Ensino Fundamental e Ensino Médio levaram diversos trabalhos científicos, totalizando em torno de 900 alunos. O projeto resgata
a participação da família nos estudos dos filhos”, acrescentou.
 Fabíola explica que o Projeto Semana de Educação para a Vida foi criado pelo Governo Federal,
através da Lei nº 11.988, e é realizado pelas secretarias de educação dos municípios e Estados. As ações envolverão temas transversais da educação, como diversidade, direitos humanos, direitos da criança e do adolescente, gênero, orientação sexual, étnico-racial (Lei 10.639/03 e Lei 11.645/08), sustentabilidade socioambiental; educação integral (decreto 7.083/10); saúde da comunidade escolar;
educação para o trânsito; prevenção contra doenças transmissíveis, entre outros Filmes Relacionados

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