Justificativa

Justificativa – Introdução
Atualmente, nosso planeta padece de três rupturas concomitantes: ruptura entre os seres humanos e a natureza, entre os próprios seres humanos, e ruptura entre as sociedades. Este cenário pode ser entendido como o reflexo da crise civilizatória, crise dos referenciais epistemológicos, filosóficos e políticos que vêm sustentando a modernidade.
A proposta de desenvolver um projeto em educação ambiental partiu de inquietações relacionadas a experiências anteriores da professora Valdineide. Ela relata que em 2008, ouvindo as homilias do padre Antônio José, conhecido por padre Toninho quando esteve morando na paróquia de Chalé. A professora Valdineide conta também que participando das atividades do Programa Semeando, coordenado pela professora Sílvia A. P. Müller, na escola PECON de Chalé, também no ano de 2008, se sensibilizou por este assunto de vital importância para o cuidado com o nosso planeta.  Alguns questionamentos continuaram em sua trajetória profissional e hoje abraçou a causa não só em suas aulas como também nas comunidades por onde passou e passa para ministrar as suas aulas. A partir desta constatação, deixa-se impregnar pela idéia de que já não basta avaliar os danos e os riscos dos problemas ambientais, portanto deve-se agir para além da análise e da reflexão, trata-se de assumir plenamente a vontade de agir, indo além da apresentação da utopia necessária, a fim de que seja obtido o mínimo de eficácia.
Percebe-se, neste contexto, que os alunos podem ter nota 10 nas provas, mas, ainda assim, jogar lixo na rua e nos rios, pescar peixes- fêmeas aptas à reprodução, utilizar do fogo de maneira indiscriminada em matas, ou realizar outro tipo de ação danosa, seja por não perceberem a extensão dessas ações ou por não se sentirem responsáveis pelo mundo em que vivem. Os Parâmetros curriculares nacionais (1998, p. 169) reforçam este desafio educacional:
Como é possível, dentro das condições concretas da escola, contribuir para que os jovens e adolescentes de hoje percebam e entendam as conseqüências ambientais de suas ações locais onde trabalham, jogam bola, enfim onde vivem? Como eles podem estar contribuindo para a reconstrução e gestão coletiva de alternativas de produção da subsistência de maneira que minimize os impactos negativos no meio ambiente? Quais os espaços que possibilitam essa participação? Enfim, essas e outras questões estão cada vez mais presentes nas reflexões sobre o trabalho docente.

Assim, com a intenção de trazer uma contribuição e novos olhares sobre educação ambiental, este projeto visa discutir a ação pedagógica em uma escola pública e observar nos sujeitos envolvidos a ação cotidiana dos mesmos. Pretende-se utilizar a fotografia como meio de sensibilização dos sujeitos para interação com o patrimônio básico para a vida humana: o meio ambiente.

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